3 de fev. de 2011

SOLIDÃO

A lua canta, baila , branca na noite,
No céu de verão, gorda , sorridente,
Cravando meu colo
No ventre das minhas esperanças...
nas arestas  angulosas deste quarto..
Um quarto de horas
Que passa infinito por entre meus sonhos
Veloz, tão ligeiro que nem se vê.
Um alicate de corte namora o de bico , horas a fins ...
 prazer, querer, múltiplos, duplos, contidos, contínuos...
confusos de amor , de  raiva,  de calma...
É tarde! O corpo pesado esparrama-se
Cercam as imagens , os sonhos, sorrisos de amor.
Uma pilha de livros  sustenta o outro lado .
Letras miúdas e negras
De um cair denso qual chuva de verão
Compõem na tela um poema confuso
Deixando cravada a vóz
Solidão!
Só, os risos dormem !

Beth Olive