22 de jan. de 2011

RITO

               Libélula negra esvoaçante
             Outrora casulo lilás de outras dimensões
             Sono profundo
             Figura carismática de beleza estranha
             Faz morada em suas noites
             Vê o  mundo brilhar multicolor
             Sente a terra girar numa ciranda
             Mariana infantil
             Desce o céu seu cometa vermelho
             Acabou o combustível na nave interestelar!
            “Tava” linda no seu corpo nu, cantando hinos à Breton
             Exalava perfume do sexo úmido
             Sorriu, sorriu, seu sorriso lânguido...
             E te beijou
             Esculpindo seus lábios no seu rosto
             Coberto pelo vapor de seu hálito que embaçava a imagem.

             Beth Olive

17 de jan. de 2011

SOMBRA

 SOMBRA

“Toda esfinge verdadeira tem sua sombra que a multiplica”   A.Artaud

Outra vez, um sopro invade a sombra do sentir!
Que se perde em desespero gostoso! Delicia!
Ouvir!
O encontro sedutor que carrega minhas ilusões,
E depois parte , sem deixar recado!
Recatos de docilidade , Ahhh! Que me fazem tão bem !
Deixa um “quererzinho”  de regresso,
Uma visão trêmula das coisas da vida.
Medroso!
Não cantarei mais aos outonos, dizendo a eles do nosso amor.
Cansei de esperar, e me perder no seu encanto!
Que caminho é esse pedregoso,
 que se avista de nossa encruzilhada ?
Serás minha sombra , num sopro amargo?
Serás a esfinge aerada!

Beth Olive