17 de jan. de 2011

SOMBRA

 SOMBRA

“Toda esfinge verdadeira tem sua sombra que a multiplica”   A.Artaud

Outra vez, um sopro invade a sombra do sentir!
Que se perde em desespero gostoso! Delicia!
Ouvir!
O encontro sedutor que carrega minhas ilusões,
E depois parte , sem deixar recado!
Recatos de docilidade , Ahhh! Que me fazem tão bem !
Deixa um “quererzinho”  de regresso,
Uma visão trêmula das coisas da vida.
Medroso!
Não cantarei mais aos outonos, dizendo a eles do nosso amor.
Cansei de esperar, e me perder no seu encanto!
Que caminho é esse pedregoso,
 que se avista de nossa encruzilhada ?
Serás minha sombra , num sopro amargo?
Serás a esfinge aerada!

Beth Olive

Um comentário:

  1. A docilidade e encanto que faz da sombra a bruma, da esfinge um mito vivido, e da espera contemplação. Medo e mito se cruzam, a sombra se faz, e o amargo da experiência desliza seu torpe caminho... Para mim é divina bruma é poesia.

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